quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Cigarettes of time
Grace, please come home. Come through these last smoked cigarettes, ashes of time on the table. These ladies i so much deceive, lying in my bed, bitter tries in search of an exit door. Tell me, there is such a thing? Kisses i hate, the night breeze brings desire. Desire, what a joke. My attempts are echoes of my own voice, shattering these glasses without water. Things i too much apply myself in i don't intend to endure them anymore. Cigarettes of time on my table.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Junho e Julho
Jeff told me this afternoon
That maybe she didn't know me at all
Maybe I didn't know her at all.
Yes, Jeff, you're so damn right.
And I'm just a stubborn kid
Trying to fit circles in squares,
Always around on this merry-go-round.
But tell me, Jeff,
Didn't she haunt you at night?
Look around, and she's just there,
Remembering you on each song you listen,
Each movie you watch.
And, she's even there,
Seated on the row near you.
(She fakes it)
She's on that party you hide yourself in,
She's with your friends, with your lovers,
On your fears, on your joy.
No, Jeff, you won't forget her with your poetry,
No, you won't.
***
Você está longe,
Algo agora se perde.
Você está distante.
Não findo esses versos,
Tão teus, sempre foram teus.
Algo não finda,
Apenas ouço seus vagos rumores.
***
No claustro desses pensamentos
Quero voltar ao apartamento
Que um dia eu deixei
***
Te aquieta, Gabriel.
Vê que as árvores também amam
E amam de forma lenta e compassada
Não cansam de amar
E amam pelo amor.
O amor é o maior dos esforços.
Ah, Gabriel,
Os lábios não amam
Como as árvores amam.
Nem os seios amam por si só.
Aquieta, escuta que o amor é o maior dos dons.
Estremece ao dele fazer menção.
Não se engane com os olhos
Nem com as mãos.
O amor está na fuga,
Não se revela assim tão fácil.
Amor está no enfadonho
Discursar, no descuidado
Cuidar.
Ouça o fugaz...
Mas, atenta filho meu,
Não despertes o amor
Até que este o queira.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Last thoughts on a life, last thoughts on a city
30/04/2011
"Povoei meu ser com imagens
Coletei cada caco de vidro nas ruas;
Os acolhi como a filhos
Até não saber mais seus nomes.
Hoje eles reclamam sua herança,
Mas já não há mais lugar"
07/07/2011
"Lágrimas em meio às caixas
O que elas levam, eu não sei.
As folhas que agora são lixo,
Já tiveram seu lugar.
O que é isso?
Diz, explica!
Que faz de cada olhar uma premissa
Cada chegada uma partida?
Não, não está escrito
A ninguém foi dito...
Está marcada na pele do homem,
Está em seus olhos,
Em suas mãos,
Pesando em seus ombros.
Assim mesmo, ele deve caminhar (...) "
sábado, 25 de junho de 2011
"Civilização da imagem? Na verdade uma civilização do clichê, na qual todos os poderem têm interesse em nos encobrir as imagens, não forçosamente em nos encobrir a mesma coisa, mas em encobrir alguma coisa na imagem. Por outro lado, ao mesmo tempo, a imagem está sempre tentando atravessar o clichê, sair do clichê. Não se sabe até onde uma verdadeira imagem pode conduzir: a importância de se tornar visionário ou vidente."
(G. Deleuze)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hotel #3
Não, não meu bem. Não me peça mais para ficar, não me chame para suas vontades; não pense que é desfeita, mas é que naquele salão, sob a luz dos postes e das fracas lâmpadas no teto, ficou você. Ali ficou a idéia de uma mulher, essa que visitava meus pensamentos quando eu menos esperava. Essa, doce, completa; (talvez eu a conhecia). Ali ficou aquela mulher.
Não imagine que eu me sinto mal. De fato, não estou assim. Mas cada passo em direção ao chão de madeira trazia um pouco daquela mulher. Esqueça, já não vale a pena pensar nisso. Porém, te esperava, de alguma forma te aguardava. Ali ficou aquela idéia.
Ah, meu bem, nada mais me demove. Nem os exércitos, nem as canções, nem as danças; nem mesmo você... Não se preocupe. Mas, por favor, não me espere mais no final da festa; não espere que eu venha até você. Pois ali, naquele chão de madeira mal iluminado, ficou a idéia de ti.
Hotel #2
I've just woken up
The sun just set.
She's by my side,
I watch her eyes closed;
She's drowing in her own dreams.
I wonder wether she knows i'm leaving...
By the time she wakes up, she'll kiss me
And, somehow, i won't be there.
I'll kiss her and stare at her
It seems she's looking for someone
Within me. I lost that one, dear, a long time ago.
But isn't your fault, i would say
Neither mine.
I wonder why she laughs,
She'll be broken, you know,
I'll be too.
She, oh, she would never grasp.
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